
Wally Dieng: de futebolista profissional a empreendedor do futebol
Numa entrevista à BeSoccer a partir de Málaga, Wally Dieng recorda a sua carreira — Caen, Sedan, Tours, Miami — e a criação da Football Scout Events, a estrutura de deteção pela qual passou, entre outros, Ferland Mendy.
Wally Dieng: de futebolista profissional a empreendedor do futebol
«O desporto tem os valores que lhe damos. Partilho a minha paixão com os outros porque é na partilha que me realizo.» É assim que Wally Dieng resume o seu percurso, do relvado à empresa.
Formado no Stade Malherbe de Caen, Wally Dieng subiu todos os patamares até ao grupo profissional, ao lado de uma geração que ele próprio classifica de dourada: Xavier Gravelaine, Olivier Pickeu, Stéphane Paille ou Benoît Cauet. Seguiu-se Sedan, Tours e uma passagem pelos Estados Unidos, em Miami, depois de ter representado a seleção sub-21 de França.
É essa experiência que dá origem, já em 2010, à Football Scout Events. Longe de ser uma simples agência de eventos, a FSE define-se como uma célula de recrutamento alternativo: mandatada por clubes profissionais e semiprofissionais à procura de talento, dá visibilidade a jogadores promissores. «Somos criadores de oportunidades, para os jogadores e para os clubes», resume.
Entre os perfis que passaram pela FSE, Wally Dieng evoca Ferland Mendy. Segundo o seu relato, o futuro lateral do Real Madrid e internacional francês juntou-se à estrutura após problemas físicos, permaneceu cerca de dois anos, foi apresentado a vários clubes e relançou a carreira no Le Havre. O resto é história — e, insiste Wally, antes de mais o trabalho do próprio jogador.
Uma cinquentena de jogadores que passaram pela FSE são hoje profissionais — 53 segundo a contagem do grupo. Mas a ambição vai além de chegar ao futebol profissional: para os que não lá chegarem, Wally Dieng defende a permanência no futebol, através de formações nas profissões do setor.
Essa filosofia prolonga-se na University Sports Talents (UST), o programa que envia jovens atletas para universidades americanas para conciliar estudos e desporto de alto nível. «Estamos na transmissão», repete: a nutrição, a recuperação, o lado mental, a vida após a carreira — todo esse treino invisível que quer transmitir.
Na altura da entrevista, esboçava já uma academia de desenvolvimento — internacional, aberta a jogadores sem meios através do mecenato, e ao futebol feminino. Uma visão hoje encarnada pela FSE Academy. «Enquanto futebolistas, vestimos todos igual»: na FSE, a igualdade não é um slogan.
Fonte: entrevista de Wally Dieng à BeSoccer (Antoine Strohl), Málaga.
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Os conselhos são bons. O relvado é melhor. Jogue diante dos olheiros de mais de 40 clubes profissionais numa deteção FSE.








